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Centenário de Machado de Assis
Se perguntarem a 1000 leitores entre exigentes e superexigentes (acredite: eles existem...) qual o escritor brasileiro mais importante de todos os tempos a resposta será 1000% Machado de Assis. Há Rosa, há Clarice, há Graciliano e mais 2 ou 3. Mas dá Machado na cabeça. Pode apostar.
Quem não se lembra de contos absolutamente arrebatadores do bruxo? E dos romances cada qual mais irreverente e bem escrito que o outro?
Em "Memórias Póstumas de Brás Cubas", o capítulo LV é intitulado "O velho diálogo de Adão e Eva". É um achado. Um senhor achado genial. Transcrevo o capítulo tal como se encontra na edição da Nova Aguilar:
Brás Cubas ...................................................................................?
Virgília ................................................................
Brás Cubas ....................................................................................................................
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Virgília ................................................................................!
Brás Cubas ................................................................
Virgília ............................................................................................................................
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Brás Cubas .............................................................
Virgília ......................................................................
Brás Cubas ....................................................................................................................
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Virgília .......................................................................................................?
Brás Cubas .........................................................................!
Virgília ...............................................................................!
Uma bela homenagem à (in)comunicabilidade humana desde tempos imemoriais. Além de ser um verdadeiro “tombeau” de Mallarmé, Octavio Paz, Pound, João Alexandre Barbosa e de Haroldo de Campos. Delícias para semioticistas.
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