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Diante de um poema Imprimir E-mail
16 de junho de 2009

Diante de um poema a ser analisado sempre nos vem a indagação: por onde começar? O que deve ser abordado? O que é mais importante?

Este poema, de fato, modifica nossa percepção diante da palavra? Há algum desvio no modo pelo qual este poema se faz? Para que servem as normas de versificação (ou metrificação)?

Há poemas de forma fixa e os de forma livre. Os que rimam e os que não rimam. Os que observam a mesma métrica mas não rimam. Aqueles que observam a mesma métrica e rimam.

Para que servem as estrofes? Por que há uma estrofe de dois versos (= dístico) e uma se seis versos (= sextilha)? Por que as rimas ora alternam-se, ora cruzam-se, ora emparelham-se, ora surgem todas misturadas?

Por que o verso de 10 sílabas (decassílabo) pode ser heroíco ou sáfico? Isto faz dele um verso marcadamente musical?

E o verso de 12 sílabas, por que recebe o nome de alexandrino? E por que dividido em duas partes iguais e tônicas, cada uma delas se chama hemistíquio?

O que são as redondilhas, tão presentes nas cantorias dos cantadores e nos desafios? E os poemas digitais feitos com recursos do computador?

Além disto, a poesia vale-se de vários recursos, entre eles, o "enjambement" (ou cavalgamento, em tradução sofrível). As anáforas, quando um termo ou vários termos repetem-se no mesmo lugar simétrico em cada verso. As aliterações, que são as repetições das mesmas consoantes. As assonâncias, que repete as mesmas vogais. Os anagramas, os ícones, os isomorfismos, as isotopias e uma terminologia que parece não ter fim.

Tudo isto encontramos em qualquer manual de versificação. O diabo é o que fazer com esta parafernália terminológica diante de um poema que não quer render-se a ela? Ou que a usa tão bem que forma e fundo unem-se em uníssono, fazendo o poema revelar-se ainda mais singular, mais belo, mais inovador.

Diante de um poema, e de um manual de regras de metrificação, o melhor, pra início, é recorrer àquelas formas fixas de fazer poemas, como o haicai e o soneto. Comecemos pelo soneto, que sempre totaliza 14 versos, embora em formatos diferentes.

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PROFESSOR DA UFPB, CRÍTICO E POETA, ESCREVE ÀS TERÇAS-FEIRAS NESTA COLUNA
amador.ribeiro@uol.com.br



Escrito por Amador Ribeiro Neto às 17:44
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diante do poema 2



Escrito por Amador Ribeiro Neto às 17:40
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diante do poema 3



Escrito por Amador Ribeiro Neto às 17:39
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diante do poema 4



Escrito por Amador Ribeiro Neto às 17:39
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